Depois de uma semana tenebrosa, atingiu-me, tal como um relâmpago atinge aquele ponto na hora exacta e momento oportuno, a tomada de consciência da temida palavra PORQUÊ?. Para quê?
De facto (e aí está esta bela expressão com a qual começava todas as repostas nos exames de filosofia - dava romantismo à história que se lhe seguia) não existe razão alguma para andar por ai repleto de sentimentos carregados de tristeza, insatisfação e descrença. Lamurias de nada valem. A não ser que por elas alguém pague. E bem!
O tempo que nos oferecem de vida é muito reduzido. Hoje aqui, amanhã sabe-se lá bem em que fim do mundo. Importante é aproveitar o presente, independentemente do espaço. O tempo é relativo, por isso o melhor mesmo é aproveitar todos os pequenos estilhaços do momento. Do agora.
Desacatos com a família, chatices com o(a) namorado(a), paneleirices com o chefe lá no trabalho, lamurias acerca do tempo que nunca está bem, nem mesmo quando está óptimo, preocupações com o futuro. Simples perdas de tempo. Toda a gente os tem. Vão e voltam. Fazem parte da caminhada. Mas são (ou pelo menos deviam ser) degraus fáceis de transpor. E se saudades surgirem, nada de preocupações. Eles vão, e voltam e tornam a voltar.
Disse outrora que este seria um local de escrita para me acordar daqueles momentos em que "a moral" está pelas ruas da amargura, na tentativa de reanimar o espírito, ou a alma, ou lá como se queira chamar. E assim o será.
Se estás a ler isto é bom sinal. Ou melhor mau. Significa que não tens mesmo mais nadinha para fazer já estou a ver. Se é hora de trabalhar, vai trabalhar para sair mais cedo. Se não o é, e o tempo está bom.... que RAIO ESTÁS A FAZER SEU ESTÚPIDO??? Tanta gente para conhecer lá fora, do outro lado da janela por onde olhas todos os dias. Desconhecidos de ambos os sexos (hoje em dia nunca se sabe...) prontos para tomar meia dúzia de minis com um qualquer desconhecido e partilhar risotas noite dentro.
Se estás a ler isto é bom sinal. É sinal que o sangue quente ainda circula por essas veias. É de aproveitar enquanto se pode. Depois de velho, com uma reforma de merda e metade do corpo em decomposição nada se faz. E para isso é preciso lá chegar...
Eu vou...
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