
Desta feita, algumas semanas passadas, foi tempo de rumar ao sul da Alemanha, para mais um passeio à descoberta de terras Bavarias.
Nurenberga foi de facto uma bela surpresa. Rodeada de história, uma pecúliar beleza natural envolve uma cidade que se apresenta como um local incrivelmente atraente. Preenchida por maginficas torres e igrejas, parques e belas praças, num contexto histórico muito particular. O olhar acompanha o rio que sossegadamente atravessa a o centro da cidade, e prende-se no belo Castelo no topo da colina. Uma mistura do melhor que já encontrei em várias cidades, como que concentradas num pequeno espaço muito convidativo ao turista despreocupado. De longe uma cidade altamente recomendada pela beleza da sua simplicidade.
Pena só mesmo de não ter levado a câmara...
Ir e por lá ficar uns dias foi muito bom, divertido e animado! Agora quanto a voltar....aí a história já é ligeiramente diferente...
O comboio partia de Nurenberga às 2 da matina. Seguia-se uma segunda ligação por volta das 5 em Leipzig para chegar à estação central de Berlim às 7. Depois era mais um autocarro até chegar ao aeroporto onde o aviãozinho da Ryanair esperava para levantar voo às 8:30. O problema foi mesmo em Berlim. A ausência de uma bela noite de descanso antes de embarcar na maratona, e as trocas manhosas de comboio até foram suaves, apesar de o atraso do primeiro ter obrigado a uma bela corrida de uns bons metros com vista a atingir a tempo o segundo. Foi por pouco. Mas dormir pouco nunca dá em grande coisa...
Chegado a Berlim! O olhar para o placar em busca do autocarro em direcção ao aeroporto. Tegel era o destino. Pera lá, mas acho que a Ryanair não voa para o aeroporto de Tegel! Humm...o bilhete de comboio estava comprado para esse aeroporto. Uma rápida vista de olhos para o cartão de embarque (luxos do check in-online), e afinal o aeroporto é o de Schönefeld! Brilhante. 1h30m até o avião levantar era o tempo que restava - e o aeroporto no fim do mundo. É bem!
Visiualização imediata de um comboio que ia passava por Schönefeld e chegava em 4 minutos. Corrida tresloucada com uma mala a rastos, foi o espectáculo que se seguiu. Muito suor em busca do raio da linha correcta. Depois de entrar, e já a cagar para a possibilidade de algum pica vir mexer-me com o tico e teco (mandava-o levar no cú com uma pinta do c*****!), a única preocupação era tentar perceber se aquela locomotiva e respectivos atrelados chegariam ao destino a tempo. Nada mais restava senão esperar. Possibilidades só duas existiam. Era simples...ficar em Berlim ou não!
Isto numa segunda de manhã, onde tinha de chegar o mais cedo possível ao trabalho para não dar muita cana!
Resultado? Chegada ao trabalho a horas do almoço.
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